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Obrigado e bom dia.




Four Horsemen, um documentário sobre a distorção do sistema financeiro contemporâneo e as suas ramificações sociais e políticas à escala global. Tão perturbador quanto obrigatório. Legendas disponíveis em português. Via Renegade Economist.




A famosa cópia da Mona Lisa que existe no Museu do Prado, que se pensa ter sido desenhada por um dos pupilos do próprio Leonardo da Vinci, foi restaurada há cerca de dois anos. Análises efectuadas nessa altura por radiografia e infra-vermelhos permitiram concluir que a obra havia sido repintada em data posterior a 1750. Foi possível revelar que, oculto sob o fundo pintado de preto, se conservava ainda a paisagem envolvente inicial em bom estado. Apesar de persistirem receios em relação a limpar a frágil Mona Lisa original, o restauro da cópia do Prado permite conhecer a natureza vibrante da luz e das cores da obra-prima de da Vinci e imaginar quantos detalhes poderão estar escondidos debaixo da sua superfície enegrecida pelo tempo.



Is the Facebook trending algorithm ruling your social web experience?

Blogs are dead, Facebook is dying, and the machines are taking over. That seemed to be a popular theory just a few months ago. Now, maybe these ill-fated feelings resonate with the idea strongly rooted in western culture that if something isn’t growing, it’s necessarily dying. But it does raise interesting points for debate.

As Jason Kottke stated in a later post, blogs aren’t really dying. They have, however, lost their former relevance as content providers for news pages and feed aggregators. Blogging has become an enclosed ecosystem, operating internally within its own sphere. More importantly, the blog format, the iconic reverse-chronological stream that became an almost universal reference of web-page design, is being replaced by automatic trending algorithms.

Pages like Facebook, Twitter, Pinterest, use complex algorithms to determine what topics are trending in the moment. That means that posts, or entries, are attributed a degree of importance that is determined automatically, based on the number of “likes”, “comments” and “shares” that they receive.

The problem is that things may not be as transparent as they seem. In the case of Facebook, trending has been the default visualization mode for some time now. The option to view entries in chronological order was available at the top of the news feed, making it plainly visible. However, it didn’t seem to memorize your preference. Once you logged back in, it reverted to Facebook’s default option.

The recent redesign brought by Facebook introduced a curious subtlety. This option is still reasonably accessible, but it is hidden in the news feed button, making it less obvious for many users. Also, once you choose the chronological option, a message appears at the top of the stream, and stays there, advising you to go back to what it considers “the most important” posts.

What does this mean? It means that Facebook is subtly imposing its trending algorithm on you. This is a profound transformation of the way we’ve been accessing information on the internet. It values what is most popular, but disregards the uniqueness of what is special. As a consequence, you will not see many of the things that are being posted by your friends or the pages you follow. And it gets worse. Facebook’s monetization system allows pages to pay small fees to promote their posts and access a wider range of users. As expected, paid posts will be valued preferentially by its algorithm. Veritasium has an interesting analysis of this problem.



Because most people tend to use Facebook’s default visualization option, it allows Facebook to manipulate its criteria of relevance to leverage its business model. It seems to do so by imposing a curious mechanism: as a page grows in followers, its posts seem to reach less and less users, in relative terms, “inviting” page owners to promote their posts, paying Facebook’s fees. Such system, of course, wouldn’t work if every user chose the reverse-chronological visualization option.

Which raises a fundamental question: should we allow trending algorithms to determine the way we access information online and ultimately rule our internet experience?




Kerrie Neilen’s Post-it Note Mural at the Art, Not Apart street art festival in Canberra, 2014. Via Geek Art.




It is my firm belief that thousands of years of architectural history have been leading us to this very moment. Indeed, one day, all buildings will look like cats. More images of this pretty looking school can be found here. ‘Tis glorious…




Um post do tipo "fui eu que inventei isto". Não liguem...







Grand Theft Auto IV Walkabout Series is a visual essay by Duncan Harris.

Dead End Thrills is considered the bible of the trade when it comes to the art of screenshot capture. Its author, British gaming journalist Duncan Harris, is regarded as one of the most brilliant video game photographers in the world. He has been capturing the beauty of virtual landscapes for several years using advanced modding techniques and customized image filters.
Grand Theft Auto IV Walkabout Series is one of his latest visual essays, a black-and-white incursion through the game’s iconic Liberty City. The strong emphasis on eye-level perspective and low camera angles accentuates the sharp realism of the pictures, reflecting an aesthetic proximity to the images usually seen in movie stills. Make sure to visit his website to see the full gallery.




If you liked The Architect’s Guide to Life in Video Games you may enjoy my Pinterest pinboard dedicated to this very subject. Architecture in Video Games is a gallery with many examples of fictional buildings, cities, landscapes, and even entire worlds, which have become a part of the history of this fascinating medium. I’ll continue adding new images as I go so keep checking for updates. If you’re a Pinterest member, feel free to follow me there and let me know so I can follow along with your pins as well.




The Architect’s Guide to Life in Video Games is my latest article for Architizer. A short essay presenting 10 exciting examples of video gaming landmarks, ranging from single megastructures to entire cities and wide open landscapes. A list of remarkable virtual places everyone should visit.




Fotografia de Matthias Heiderich.




Kenneth Frampton was in Portugal a few days ago to receive the Lisbon Architecture Triennale Lifetime Achievement Award. The following conference was recorded in January 31st, in Oporto, and was an opportunity to revisit his personal journey as an academic and critic. If you don’t understand Portuguese, simply fast-forward to minute 13:30 to access Kenneth Frampton’s lecture. The video is available here, courtesy of CT CHANNEL.TV.




One of the presentation videos of the Royal Academy exhibition Sensing Spaces: Architecture Reimagined, featuring Pritzker Prize winners Álvaro Siza and Eduardo Souto de Moura.




Superkilen é um parque urbano localizado em Copenhaga. O projecto resultou da colaboração entre três equipas: as dinamarquesas Superflex e BIG, e a alemã Topotek 1.

O parque foi inaugurado em 2011 e tem merecido destaque recorrente em publicações de arquitectura e em blogues. Não se trata, por isso, de uma novidade; mas presumo que quem busca novidades não faça desta página o seu ponto de partida. Ainda assim o vídeo que partilho acima é um bom motivo para revisitar a obra e os princípios que orientaram aquela intervenção. É, acima de tudo, motivo para reflectir sobre o que torna, um espaço, público.

O processo colaborativo que esteve na base do trabalho tomou como ponto de partida a natureza multicultural daquela comunidade: um bairro onde coexistem famílias de 57 origens culturais diferentes. O sítio assenta numa faixa de terreno residual que foi sendo envolvida por construções, maioritariamente habitacionais, na continuidade de um espaço naturalizado existente. O projecto definiu três áreas em manchas dominantes de cor (o encarnado, o preto e o verde) pontuadas pela instalação de diversos equipamentos (mobiliário urbano, esculturas e objectos interactivos) inspirados nos países de origem dos seus residentes. Trata-se assim de uma abordagem que conjuga a natureza urbana e paisagística daquele território, reforçando a sua diversidade com variações de desenho e pequenas “anomalias” topográficas.

Visto à luz da experiência recente em intervenções sobre o espaço público promovidas na nossa realidade sul-Europeia, saltam à vista contrastes profundos. Aqui encontramos uma visão contida nos aspectos materiais; as opções predominantes, extensivas, são em geral de custo reduzido: o betão colorido, o betuminoso, o solo permeável. Como contraponto, o investimento parece traduzir-se alternativamente nos aspectos pontuais da intervenção, os momentos em que os utilizadores interagem fisicamente e em proximidade com o espaço: os objectos, o mobiliário e, excepcionalmente, algumas peças de iluminação; e ainda assim reforçando a robustez das soluções construtivas, em detrimento da mera “nobreza” do material.

Outro aspecto curioso: a dada altura (por volta do minuto 1:40) vemos imagens de uma área de recreio infantil. Em Portugal aquele espaço teria de estar obrigatoriamente delimitado com uma vedação de cerca de 1 metro de altura. A ausência de tal dispositivo resultaria na aplicação de pesadas coimas, da ordem dos vários milhares de euros, à instituição gestora do equipamento (o município, por exemplo) por parte da entidade fiscalizadora (a ASAE).
Ora, não tomando a Dinamarca como um país sub-desenvolvido, temos de nos interrogar sobre o facto de nos termos tornado uma nação dominada pela híper-legislação a ponto de nos impormos normas de aplicabilidade cega, sem atender às especificidades dos projectos e dos locais em que se desenvolvem. O que serve às crianças dinamarquesas não servirá às portuguesas?

Questão semelhante se colocaria a respeito das esculturas “interactivas”, que vemos ocupadas também por crianças, certamente classificáveis como ilegais por não se tratarem de equipamentos de recreio certificados. Também aí o nosso extremismo jurídico-burocrático, acompanhado de falta de bom senso, contribui para que as intervenções paisagísticas e urbanas sejam liminarmente remetidas à repetição de modelos normalizados, em detrimento da criatividade e da originalidade.

Pelo contrário, entre nós vigorou – chegando até a ser celebrada “criticamente” – a enunciação de intervenções predominantemente “contemplativas” do espaço público, dominadas por soluções extensivamente onerosas: vastas superfícies de lajedo de pedra, guias e remates de aço corten, painéis e “decks” de madeira, mobiliário e iluminação “topo de gama”; opções que raras vezes se traduzem na adequabilidade e perenidade das escolhas encontradas.

Do parque urbano Superkilen vale a pena registar a negação dessa visão “contemplativa” do espaço, onde só resta “sentar” e “olhar” (e fazer lixo, porque papeleiras sempre abundam) para oferecer múltiplas formas de apropriação e relação com o mundo urbano. O espaço, para ser público, tem que ter acções e funções e estabelecer, acima de tudo, uma relação cultural com as pessoas que o habitam. Não é, por isso, o dinheiro que nos afasta de viver uma cidade melhor; antes um pouco de saber fazer.








There’s nothing more exciting than the perfect blend of imagination, architecture and landscape design. The Pulse Park, a public playground located in the Danish town of Ry, is one of those magical places where everything seems to come together perfectly. The project was created by multidisciplinary architecture office CEBRA. Now, I'm sure there are things the mighty nordic peoples of Denmark can't do very well, I just can't seem to figure out what those are...







A beautiful set of illustrations by André Letria, dedicated to the Portuguese city of Elvas. The Garrison Border Town of Elvas and its Fortifications is a Unesco World Heritage Site since 2012, and you can find more about it here.




I was fortunate to witness several key-moments in the construction of this beautiful cultural center, designed by Josep Lluís Mateo, and it’s wonderful to see it complete. Visit Mateo Arquitectura to access a gallery of images captured by Spanish-based photographer Adrià Goula and additional info on this project.


Comecei a escrever este blogue, há dez anos, com uma citação de Richard Feynman: Podemos saber o nome de um pássaro em todas as línguas do mundo, mas no fim, não sabermos nada sobre esse pássaro... Por isso, vamos olhar para o pássaro e ver o que ele está a fazer – é isso que interessa. Eu aprendi bem cedo a diferença entre saber o nome de algo e saber algo.

Sempre me intrigou a forma como construímos as nossas ideias. Aquele lugar por defeito de onde todos partimos com as nossas certezas, tudo aquilo que pensamos saber, tudo aquilo que lemos algures, e de como todas essas certezas nos afastam do mundo. Recordo outra das citações favoritas deste blogue, uma passagem de Terre des Hommes de Exupéry, que mais depressa nos ensina a terra do que todos os livros. Porque nos resiste.

Não sei se escrevo bem, tantas são as vezes em que tropeço nos meus próprios erros, mas sei que escrevo muito melhor do que há dez anos. Hoje não publicaria mais de metade dos textos de então. Hoje não pensaria sequer as mesmas coisas. O blogue mudou-me, e a vida com ele, e com o passar dos anos tornei-me blogger.

Em tempos pensei na vergonha que seria estar ainda a fazer isto a anos de distância. Hoje imagino que se me deixarem um tablet nas mãos estarei, daqui a umas quantas décadas, a blogar, ou talvez já a youtubar, do lar. Com ou sem retorno, com mais ou menos leitores. Se os blogues existem para estabelecer ligações, aprendi também que não existem para chegar a toda a gente. O público que importa é uma pessoa apenas.

Por fim, se existiu um fio condutor nestes dez anos de escrita foi a vontade de traduzir pelas palavras um olhar lúcido sobre as coisas. Falhei redondamente, tantas vezes. Mas o blogue ensinou-me a desconstruir todo um modo de falar, escrever e, acima de tudo, pensar, que se cola a nós como uma segunda pele na passagem pelos corredores da academia. Por vezes, não há maior inimigo da arquitectura do que as palavras.



Man With Sparrows, by Thoka Maer.

Here’s everything you need to decorate your blog or website during this holiday season, a collection of highly irreverent Christmas Gifs curated by London-based artist/designer Ryan Todd. The project is now on its second year so make sure not to miss last year’s entries, they’re just as wacky. Via Fast Company.

Eis tudo aquilo que precisam para decorar o vosso blogue durante esta época festiva, uma colecção de Gifs Natalícios promovida pelo artista londrino Ryan Todd. O projecto está agora no seu segundo ano, por isso não percam as imagens igualmente loucas do ano anterior. Via Fast Company.



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    The architecture blog A Barriga de um Arquitecto / The Belly of an Architect (written in bilingual Portuguese-English) is mainly focused on contemporary architecture and urban design, covering recent works from Portuguese architects as well as projects of international significance.

    My name is Daniel Carrapa. I was born in Lisbon, Portugal, in 1973. I’m an architect living in Évora, a nice historical town that was included in the World Heritage List by UNESCO in 1986. I’m married, have 4 cats – Matilde, Patanisco, Olivia, Lisa – and 1 dog – Moby. Moby is a three-legged dog. He’s okay. I graduated as an architect in 1996 (FAUTL Lisbon Faculty of Architecture). I am also an authority on cat litter and will provide expert advice upon request.

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    Established Dec. 2003. Thank you for stopping by.